sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

FORÇAS ARMADAS

por Francisco Marengo

Os  Comandos militares sempre inseriram em seus planejamentos estratégicos a busca de uma auto-suficiência nacional tanto para a manutenção do material e dos armamentos como para a fabricação de partes e peças de interesse das Forças Armadas. Lutaremos para garantir instalações logísticas adequadas e, principalmente, com um parque industrial não sujeito aos mecanismos de controle e bloqueios do exterior, uma vez que somente empresas de capital nacional poderão ser consideradas mobilizáveis para fins de defesa, quando da possibilidade de ocorrência de conflitos militares. 

Essas são premissas importantes, irão constar como diretrizes do governo, para a política e programas de defesa, dos quais fomentará ainda mais a capacitação nacional nos campos científico, tecnológico e industrial.  Além disso, faríamos todos os esforços para suprir a carência de recursos materiais e humanos, o difícil óbice da superação dos bloqueios tecnológicos, impostos pelas potências hegemônicas. 

Além disso, serão reforçados os trabalhos de vigilância de nossas fronteiras  investindo em segmentos estratégicos, que de forma direta poderão também arcar com a pacificação das zonas de conflito, tais como favelas ou agrupamentos de classes de forma também a impedir a formação de milícias, guerrilhas e ou domínio de parte da população pelo tráfico de armas e entorpecentes que mais matam hoje em dia. As tropas paramilitares deveriam passar ao comando das regiões militares federais de maneira a trabalharem nos serviços de inteligência e estratégica de forma a conter o avanço da criminalidade no Brasil. 

Os modestos gastos do Brasil não possibilitam tal empreita, porém, tomaríamos isso como total prioridade pois de nada adianta garantir a paz externamente se internamente nós todos vivemos devido ao aumento da criminalidade em constante estado de guerra.
Orientação e pacificação, em um trabalho conjunto com as comunidades locais para erradicação do crime organizado nas favelas e onde quer que ele possa se encontrar, para que cumpram com a missão que lhes foi atribuída, a liberdade, o progresso e a soberania da nação brasileira.

Educação

por Francisco Marengo


Embora a alfabetização, que por determinação constitucional, devesse ter sido universalizada em 1998, ainda hoje, não foi garantido o direito elementar à educação a cerca de 14 milhões de brasileiros analfabetos. Igualmente grave quanto é o fato de que os estudantes brasileiros aprendem pouco, sejam eles alunos de escolas públicas ou privadas. Diante desse dilema, o debate educacional brasileiro não pode se restringir à comparação do "Brasil do passado" com o "Brasil do presente". Esse exercício comparativo não é capaz de fazer avançar a consagração de um direito humano há anos desrespeitado no país. Com efeito, ele não é suficiente para engendrar um futuro melhor. Diferentemente, é preciso analisar quais são nossas necessidades em termos de direitos educacionais e quais são nossas possibilidades (orçamentárias, institucionais, políticas). Apenas sob esse prisma é que se pode buscar meios de melhorar o ritmo (lento!) de melhoria dos indicadores educacionais brasileiros, ainda tão vergonhosos. 
No final de dezembro, a revista britânica "The Economist" publicou uma matéria sobre a situação da educação no Brasil. Embora com alguns erros, o texto analisa o estudo sobre os indicadores educacionais brasileiros empreendido pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico da Organização das Nações Unidas). Para os britânicos, saímos de uma situação "desastrosa" para "muito ruim" e teremos muita dificuldade para alcançar uma situação mediana. 
Pretendemos pretende voltar a atenção às nossas crianças fazendo realmente uma política reacionária que irá modificar drasticamente o sistema de ensino no Brasil. Vejam alguns pontos importantes:
- As crianças do colégio público passarão para um período integral, onde deverá se estabelecer a merenda escolar, lanche da tarde e jantar, com horário previsto para meio período e meio período voltado para o ensino profissionalizante e o desporto.
- Os professores terão imediatamente dentro de um plano de reescalonamento aumento salarial, melhorando assim o nível de ensino das escolas.
- As línguas estrangeiras, tal como, o inglês e o espanhol passam a ser obrigatórias novamente nas escolas públicas.
- Haverá verbas adicionais para criação de bibliotecas e laboratórios profissionalizantes.
- Entendemos que através de um programa-educação criará incentivos fiscais às empresas que poderão financiar práticas esportivas e educacionais diretamente nas escolas e centro de ensino.
- Teremos a volta do sistema reprobatório nas Escolas para que as crianças que tenham dificuldades possam reciclar e com isso avançar em seus estudos. - A cadeira universitária não será mais exclusividade dos negros e sim de qualquer pessoa oriunda de famílias com baixa renda comprovada. Direitos iguais para todos, sem nenhuma distinção.
A erradicação total do analfabetismo no Brasil é não só possível, como desejável. Basta que todos tenham acesso garantido das escolas que passarão a ter nos dias de semana as crianças sob tutela de maneira a desobrigá-los financeiramente. O Brasil precisa cuidar de suas crianças. 
O atual governo está atrasando o repasse das verbas destinadas a educação, cerca de 2 bilhões atualmente, de maneira a forçar as prefeituras a custearem o material de ensino e equipamentos. Em nossa gestão as prefeituras voltarão a ter responsabilidade pelas escolas que de estaduais, voltam a ser municipalizadas, de maneira a poder as prefeituras a fiscalizarem o trabalho junto às escolas de modo a fazerem um censo para garantir o ensino às crianças de cada cidade.
Reforma Agrária
por Francisco Marengo

A Reforma agrária é o conjunto de medidas para promover a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social, desenvolvimento rural sustentável e aumento de produção(Estatuto da Terra - Lei nº 4504/64).

Na prática, a reforma agrária proporciona:

1. Desconcentração e democratização da estrutura fundiária.
2. Produção de alimentos básicos. 
3. Geração de ocupação e renda.
4. Combate à fome e à miséria.
5. Interiorização dos serviços públicos básicos.
6. Redução da migração campo-cidade.
7. Promoção da cidadania e da justiça social.
8. Diversificação do comércio e dos serviços no meio rural.
9. Democratização das estruturas de poder.

O que se busca com a reforma agrária atualmente desenvolvida no País é a implantação de um novo modelo de assentamento, baseado na viabilidade econômica, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento territorial sob a sigla do cooperativismo que se torna mais apropriado para  a adoção de instrumentos fundiários adequados a cada público e a cada região; a adequação institucional e normativa a uma intervenção rápida e eficiente dos instrumentos agrários; o forte envolvimento dos governos estaduais e prefeituras; a garantia do reassentamento dos ocupantes não índios de áreas indígenas; a promoção da igualdade de gênero na reforma agrária, além do direito à educação, à cultura e à seguridade social nas áreas reformadas.
No entanto, a política de assentamentos atual, inviabiliza o programa, pois de nada adianta dar a terra, se o indivíduo não tiver condições mínimas de manutenção. Assim, propomos um modelo inovador mais justo na política de assentamentos. 

PROJETO CINTURÃO VERDE

O Objetivo consiste em criar um cinturão verde em cada assentamento para atendimento em pontos de distribuição direta do produtor para a mesa do consumidor.
- Cada grupo deve ser assentado em terras devolutas ou dentro de um percentual de terras em desuso que devem ser desapropriadas para acolher o assentamento.
- Apoiar a implantação de empreendimentos coletivos agroindustriais e de comercialização da produção dos assentados da reforma agrária sob a forma de cooperativismo;
- Apoiar a adequação, ampliação, recuperação e/ou modernização de agroindústrias da produção agropecuária e extrativista através de técnicos contratados pelos órgãos de pesquisa e desenvolvimento com o fomento á criação de cinturões verdes;
- Apoiar a elaboração de projetos de adequação e regularização sanitária de produtos de agroindústrias de assentamentos da Reforma Agrária;
- Apoiar a estruturação de circuitos de comercialização dando enfase ao cooperativismo até o escoamento da produção, inclusive fomentando a criação se necessário for de pontos de distribuição direta do campo para a mesa do consumidor barateando o custo da alimentação;
- Viabilizar a organização e a regularização jurídica dos empreendimentos produtivos coletivos pelo modelo de cooperativismo; 
-  Viabilizar as condições e opções de geração de trabalho e renda para os assentados da reforma agrária que deverão trabalhar sob o modelo de cooperativismo. 
-  Viabilizar a criação de armazém geral único do da distribuição equitativa de insumos a cada gleba de terra, de maneira uniforme conforme a cultura. 
- Quando se menciona "terras improdutivas" convém lembrar que quase todo Mato Grosso, Oeste Baiano e diversas outras regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram formadas em área de cerrado, e portanto, muito pobres em nutrientes, o que não impediu que elas fossem recuperadas atingindo altos índices de produtividade. 
- Todos os comitês gestores de investimentos e operacionais serão revistos e/ou extintos se verificados a possibilidade de desvios de verba ou corrupção. O trabalho deverá ser direcionado BNDES, Comitês e escritórios de planejamento e cooperativas. 
- Toda a estruturação dos assentamentos, tal como, eletrificação, telefonia, escola, saneamento básico deverão ser priorizados e desburocratizados para que o mais rápido possível as famílias possam ser assentadas e começar a trabalhar para tirar o sustento da terra.
- Devemos evitar a todo custo o repasse dos assentamentos que se tornou meio de vida para alguns supostos "sem terra" o que atrapalha àqueles que desejam trabalhar e crescer em vias de fato.
Minha visão sobre a Saúde Pública
por Francisco Marengo
O Brasil adota o modelo universal de atendimento, mas por que os gastos públicos representam apenas 45% do total de gastos com saúde?
A principal razão é a má administração dos gastos. E um segundo motivo é, pura e simplesmente, o baixo aporte de recursos feito pelo governo. Um estudo mais aprofundado desses números revela que esses 45% representam R$ 40 bilhões destinados a saúde que garantem entre R$ 120 e R$ 150 anualmente por habitante, ou seja, cerca de 50 centavos por dia. Na comparação com o Canadá, por exemplo, significa menos de 10% do total investido em saúde pelo governo daquele país. 

Quem financia o SUS?
Se o estoque de remédios do posto de saúde não foi renovado por falta de recursos, a quem devemos atribuir a culpa: à prefeitura, ao governo do Estado ou ao governo federal?
Até meados da década de 1990, os gastos com saúde pública eram realizados majoritariamente pelo governo federal. Um resquício da ditadura militar, regime político vigente no País entre as décadas de 60 e 80, cujo sistema tributário era marcado pela centralização.
A Constituição Federal de 1988, no entanto, deflagrou o processo de descentralização tributária no governo brasileiro. Ao criar impostos infracionais e elevar o nível de transferência de recursos, através dos fundos de participação estadual e municipal (FPE e FPM), a carta constitucional aumentou significativamente a receita de Estados e municípios.
A distribuição de receita, é claro, veio acompanhada da aquisição de responsabilidades. Estados e municípios também passaram a contribuir com recursos para a saúde brasileira. Sobretudo após a publicação da Emenda Constitucional nº 29, que estabelece percentuais mínimos de participação das receitas próprias dos entes federados no financiamento do SUS. 

CPMF – Imposto da saúde?
O governo federal na batalha pela manutenção da CPMF vem sendo encarada, por muitos, como um cataclismo para o setor de saúde brasileiro. Tal apreensão explica-se pelo fato de que o tributo fora criado, em 1997, com um claro objetivo: financiar o sistema público de saúde. Sua extinção, portanto, significaria um desfalque financeiro sem precedentes no setor. Há, porém, controvérsias.
A prática passa bem longe da teoria quando o assunto é CPMF. Nunca, desde sua criação, a arrecadação foi repassada integralmente ao SUS. Mais do que isso, em 10 anos de contribuição, o repasse foi minguando gradativamente, até se estabilizar no patamar de cerca de 40% do total arrecadado pelo chamado imposto do cheque. Seus concorrentes foram sempre sua irmã Previdência Social, faminta por recursos, e a DRU (Desvinculação de Receitas da União), um artifício criado para que o governo manuseie livremente 20% de sua arrecadação – e que, na prática, serviu para garantir superávits primários e pagar juros de amortização de dívidas interna e externa, menos para melhorar a receita. 
Assim, temos que elevar significativamente de 45% para 65% de participação Federal, sendo que a participação Estadual deverá ser no mínimo o dobro da municipal, além do governo federal exigir dos governos estaduais um maior nível de fiscalização em torno dos governos municipais para garantir que não haverá falta de recursos ou medicamentos nos Postos de Atendimento do SUS. Outrossim, deverá haver uma maior fiscalização inclusive punindo o descaso com as verbas destinadas a saúde que são metas prioritárias de qualquer governo. 

UMA ADMINISTRAÇÃO FEITA POR MÉDICOS PARA A POPULAÇÃO
Não é possível que o Ministério da Saúde seja ocupado por burocratas ou economistas que não se preocupam com o fator qualidade no atendimento da saúde. É inadmissível que em postos de saúde faltem leitos, remédios, condições básicas, tudo isso precisa ser revisto e fiscalizado. O funcionalismo público deveria ser reciclado e deverá compreender que é a população que paga através de impostos o seu salário e que o respeito deve ser mútuo. 

AS FORÇAS ARMADAS REFORÇARÃO O TRABALHO DE ATENDIMENTO MÉDICO A POPULAÇÃO RIBEIRINHA E MENOS FAVORECIDAS 
As Forças Armadas redimensionarão o trabalho de atendimento a população mais carente com o estabelecimento de postos de atendimento móveis e fixos, de modo, remoção para hospitais, etc., de modo que nenhum brasileiro possa ficar sem atendimento médico. Essa será uma prioridade e nossa luta.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A grave crise social e a evolução do ser humano

Tentarei nas linhas que se seguem não fugir do foco em questão. Eu acho que é completamente errado permitir-se ficar preocupado com problemas psicológicos ou morais a menos que possamos ver claramente a simplicidade entremeios a complexidade da verdade. Tudo que vemos em nossa sociedade, como exemplo, da impunidade, da corrupção, do jogo de interesses desenfreado, não passa de um veneno moral para todos nós, e para alguns sua ação será mais terrível do que a de outros. (Vide o caso recente de suspeita de enriquecimento ilícito do Ministro Palocci). 

Então, qual é a melhor forma de dimensionarmos um grave problema social, se não temos uma instuição governamental ou um instituto incapaz de distinguir entre o certo e o errado? Não previne, não é um exemplo de conduta, e é totalmente incapaz de reintegrar quem quer que seja na sociedade.

O estado de espírito das pessoas sugere a inconformidade, porém estas entram em um grande conflito de idéias quando pensam na mudança de padrões ou do nosso "ethos". Todos dizem: "Eu preciso de paz, eu quero a paz social, eu quero a solução para a crise social e política."  Entretanto, não há uma atitude positiva da sociedade para que a mudança de determinados padrões ocorram. Ora, toda a vida é a contraparte  de um conflito. Cada respiração que desenhamos representa uma vitória dos nossos pulmões na nossa luta pela vida no Universo. Não podemos ter paz e viver sem um perfeito domínio de circumposição, e isso é entender sobre o que é viver e não viver na estagnação social ou da estagnação social.

Os atos de extrema violência são a conseqüência que precisamos resolver sobre esse mar revolto de pensamentos rodopiantes, para entender um ato de vontade inconsequente ou até mesmo insana.  É com firmeza e determinação, que ao invés de dizer: "Que devo fazer?" Precisamos entender que o processo de solução das graves crises sociais é algo dinâmico e não uma condição estática.

Não posso mera e simplesmente indicar as chaves mestras que solucionem tais conflitos, só que entendo que todos os conflitos geram consequências e essas consequências podem ser o indício de uma grande mudança social que não só poderá, como acredito deverá ocorrer paulatinamente, mas isto só será possível com a reforma interior do ser humano. Deve ser um processo individual que crie reflexos sociais.

Penso que, por exemplo, nosso sistema pedagógico deveria criar não uma nova escola, mas sim uma profunda reforma em sua maneira de ensinar e enxergar o mundo. Devemos aprender, devemos ter a obrigação de ensinar as pessoas a aprenderem. Devemos ensinar a maestria e não sermos os mestres que puramente ensinam. As pessoas precisam ser mestres da vida e aplicar seu conhecimento como uma cadeia intrínseca de ajuda mútua sem a todo momento estar esperando alguma benesse em troca.  Não importa afinal, o quanto se acredita que sabe sobre alguma coisa, pois sempre há algo novo para aprender. E este aprender será reflexivo em nossa sociedade como algo mais coeso, uma força que impulsiona para uma nova evolução existencial, um equilíbrio entre a nossa consciência e o nosso coração.

Toda mudança drástica pode ser vista inicialmente como algo destrutivo, porém é a possibilidade da mudança, da reforma exterior em nosso Ethos que esperamos ansiosamente. A cada amanhecer ocorre um processo de regeneração no ser humano, e a sociedade também terá cedo ou tarde o seu alvorecer como um ciclo de mudanças que se farão necessárias para sua continuidade. Isto é um processo natural que já vimos por toda a história da epopéia humana. O problema em todas as grandes convulsões sociais é que elas vem regadas a uma histeria popular, mas esses são outros pontos que podem nos encaminhar a uma transição para uma sociedade mais humana. Só então, teremos uma nova estrutura social. A evolução também é um processo interno, muito mais do que externo. É um processo de interiorização e o que veremos será reflexivo a esse processo. A sociedade não deve mais esperar um único dirigente político para se espelhar ou para esperar ser guiada. Ela deve sim buscar as respostas dentro de seu próprio contexto, se adequando as novas realidades tecnológicas e evolucionais que o ser humano se encontra.  

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Poder Coletivo

por Francisco Marengo

O Poder Coletivo parte da coletividade, da sociedade e das suas necessidades. Claro que ele é composto por idéias, princípios sociais e políticos, e até mesmo de projetos de leis. Atualmente, temos um poder coletivo achatado. O Poder Coletivo entra em choque com os interesses do Estado, quando o Poder do Estado excede em abusos. Muitos políticos atuais nada mais são do que o eco de vozes interiores recorrentes, cascorões vazios, que falam mais por instinto do que conscientemente. Temo que no seu íntimo se fazem crer na impossibilidade do reerguimento da Política totalmente livre da corrupção, bem como, da sua convalescença de males interiores por meio de partidos com o caráter dos até então existentes. Necessitamos de uma ânsia por alguma coisa nova do que uma irrealidade inútil.

Há muito o que fazer, porém pouco ou nada foi feito. Em tudo sentimos o sinal de uma aspiração de todos. Tudo o que vemos hoje no cenário político nacional são grandes  contradições. Somos um país com tantas riquezas naturais, formados por um povo que de maneira pacífica soube sempre enfrentar os seus problemas internos com grande criatividade. Todos os órgãos de classe, Ong´s, organizações culturais, deveriam ter o poder de opinar, de emanar coletivamente sobre a política do Estado, com a vantagem de em sua maioria não estarem ainda fossilizados como muitos partidos políticos que não passam hoje de  "organizações deterioradas".  

Se a sociedade souber emanar o Poder Coletivo de uma verdadeira atividade individual e abnegada, ou de forma coletiva bem dirigida a busca de soluções dos problemas sociais, ainda poderemos em maior menor ou maior movimento político, coduzir a sociedade e o Estado pelo reto caminho. Pois é na base que se pode ainda determinar o caráter objetivo e os métodos da organização, o que não se poderia pensar em fazer tratando-se dos grandes partidos e organizações existentes que foram contaminadas pelo exercício do poder político corrompido. Quanto mais eu reflito sobre o assunto mais cresce em mim a convicção de que justamente a somatória de diversos movimentos sociais, ainda que pequenos, poderão ser preparados para o reerguimento da Nação, e nunca através dos atuais partidos políticos e seus parlamentares, presos a velhos preconceitos ou mesmo dependentes dos favores e proveitos, do clientelismo e da corrupção com muito raras exceções.

Uma pequena citação: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam." -Arnold Toynbee.

O problema é para uma análise de grande profundidade. O Estado pode temer apoiar organismos sociais em cujo Poder Coletivo instituído possa fazer frente aos desmandos políticos, de forma que tais organismos sociais se condicionem simplesmente a "comer pelas beiradas" já que não possuem força legal ou política. Se o Poder Coletivo for direcionado a buscar valores que estejam acima do bem individual ou comum, teremos um Poder que deixa de ser coletivo e passa a ser autoritário. Por exemplo, todos sabemos que o Brasil carece de incentivo ao desporto para tirar as crianças das ruas, a saúde, a educação, a cursos técnicos profissionalizantes. 

A somatória de sugestões para a solução desses problemas será criada de forma individual porém sabendo que não basta termos o incentivo às práticas esportivas se a educação e a saúde são deficitárias. Assim, cada indíviduo contribuirá intelectualmente com mais proficiência na sua área de atuação, e buscará de forma social ou com o apoio da coletividade, criar um Poder Coletivo capaz de buscar junto ao Estado e a sociedade a solução desses problemas. 

Poderia exemplificar em tom alegórico, que não adianta tratar unicamente do leito de um rio para sua despoluição, se seus afluentes não forem antes tratados. Os males devem ser tratados em sua origem, diretamente no âmago do problema para a sua solução. Se o Poder Coletivo for criado de forma a abafar o indivíduo, se o diálogo for cerceado, o indivíduo perderá o interesse pois suas idéias poderão não ser ouvidas e discutidas. O Poder Coletivo não pode se equiparar ao Poder do Estado. O Poder Coletivo deveria nascer no seio da coletividade amparado pela dialética, pelo diálogo comum, com a clara exposição das idéias na busca de soluções.